EDUCAÇÃO

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A Conjuração Mineira - 1789

A REBELIÃO DA BURGUESIA COLONIAL
No final do século XVIII, Portugal e suas colônias eram governados pela rainha d. Maria I. Minas Gerais entrava em progressiva decadência econômica, mas a Metrópole mantinha a mesma ganância de sempre. O ouro que há muito tempo vinha sendo explorado estava diminuindo e o trabalho dos mineiros tornava-se cada dia menos rendoso.
Os impostos devidos a Portugal estavam atrasados. O governo ameaçava realizar a "derrama" - cobrança pela força dos impostos atrasados, que deveriam ser pagos por toda a população. Os mineiros estavam descontentes.
Estes fatos atingiram expressivamente a classe mais abastada de Minas Gerais (proprietários rurais, intelectuais, clérigos e militares) que, descontentes, começaram a se reunir para conspirar. Entre esses descontentes destacavam-se, entre outros, o capitão José de Resende Costa e seu filho José de Resende Costa Filho, os poetas Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga, os coronéis Domingos de Abreu Vieira e Francisco Antônio de Oliveira Lopes, os padres José da Silva e Oliveira Rolim, Manuel Rodrigues da Costa e Carlos Correia de Toledo e Melo, o cônego Luís Vieira da Silva, o sargento-mor Luís Vaz de Toledo Pisa, o minerador Inácio José de Alvarenga Peixoto e o alferes Joaquim José da Silva Xavier, apelidado de "Tiradentes". A conjuração pretendia eliminar a dominação portuguesa das Minas Gerais e estabelecendo ali um país livre. A insurreição foi planejada para o dia em que fosse decretada a derrama. Mas o movimento não chegou a acontecer pois os conspiradores foram denunciados, e o governador mandou suspender a derrama. Logo a seguir, 31 homens foram presos e processados, acusados de crime de "inconfidência" (infidelidade ao rei). A sentença saiu depois de três anos. Tiradentes assumiu a responsabilidade pela conspiração e foi condenado à morte por enforcamento. A execução ocorreu em 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro. Seu corpo foi esquartejado, e os pedaços foram espalhados pelo caminho que levava a Minas Gerais.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

História de vida

História de vida de Carmélia Mendes Braga
O ano 1904, início do século XX. O Brasil se agitava nas campanhas presidenciais entre Campos Sales e Afonso Pena.
Aos 25 de junho de 1904, na cidade de Assaré, no Ceará, nascia Carmélia Barbosa Mendes a segunda filha do casal João Mendes Pereira e Maria José Barbosa Mendes.
No início do século XX, o dia estava ensolarado, já final de tarde, o choro firme da pequena menina de olhos castanhos, encantava como música aos ouvidos dos pais que, emocionados, envolveram-na com amor, carinho e cuidados. Nesse mesmo ano acontecia no Rio de Janeiro a Revolta da Vacina.
Além da pequena Carmélia, o casal teve seis filhos sendo eles: Eduardo, Valdemar, Elizete, Aurenívia, Elizabeth e Odete. Mudando-se para Fortaleza quatro anos depois. Sua infância foi marcada pelas notícias da Primeira Guerra Mundial, aos quatorze anos teve conhecimento do fim da Guerra. Daí vocês imaginam o que é viver com o pavor, o temor da Guerra.
Muitos acontecimentos marcaram sua vida. Foram lutas, sofrimentos, vitórias e fé que a ajudaram a constituir sua personalidade.Mulher, amiga, uma pessoa forte e destemido. Carmélia cresceu ajudando seus pais e sua família, pois, foram várias as dificuldades enfrentadas por todos. E Carmélia estava lá, sempre firme, chegando mesmo a cuidar e a criar seus irmãos mais novos.
Sua adolescência foi marcada pela grande crise econômica mundial de 1929, onde o país passava por grandes dificuldades. O seu dinamismo foi destacado nos estudos aonde veio a alfabetizar seus irmãos. Iniciava-se assim sua carreira de professora. Outros fatos marcantes foram suas amizades que tiveram raízes profundas, desde sua mocidade até bem pouco tempo. Podemos destacar duas irmãs, dentre outras, Deinha e Juraci Moura Férrer, mais conhecida como Jura.
Casou-se com Napoleão, mas no 9º mês do casamento, ficou viúva e grávida de gêmeos que morreram após o nascimento. Como a vida continua Carmélia mais tarde conheceu José Campos Braga, casou-se pela segunda vez, dessa união nasceram os filhos: Raimundo, Terezinha, Nelma e Selma. Carmélia foi um exemplo de mãe, soube cuidar muito bem de seus filhos e de seus pais. Com a morte dos pais, Carmélia dedicou-se mais aos filhos e encontrou apoio nos amigos. Foram muitas as passagens históricas vividas por Carmélia. Conquistas, Guerras, Revoltas, Ditadura, Repressões, Democracia. .
Nesses momentos difíceis Carmélia apoiava–se em orações fortalecendo sua fé, pois além de tudo era preciso dar exemplos com atitudes que demonstrassem aos seus filhos o quanto é importante ser honesto e ter bom caráter.
Enfim, os filhos já adultos tomaram o rumo de suas vidas. Casaram-se lhe deram netos bisnetos e tetra neto. Carmélia novamente viúva, encontra-se morando em casa com sua filha Nelma e sempre por perto estão também Terezinha, Raimundo e Selma, sem falar nos seus netos. Em casa, Carmélia ocupou suas tardes trabalhando com artes, confeccionando flores para buquês, arranjos e coroas.
Hoje, Século XXI, 2007, todos os filhos, netos, bisnetos, tataraneto e as pessoas amigas que aqui se encontram festejam os cento e três anos vividos por essa mulher de fibra, de fé, exemplo de humildade, de respeito e de amor. Peçamos a Deus mais saúde para que ela fique conosco por mais tempo. E agradeçamos a Deus por tudo que ele está nos proporcionando, através dela, sua história de vida. Com Deus tudo é possível.

Voltando um pouco no tempo...

Voltando um pouco no tempo, vamos lembrar da nossa infância. Tempos duros aqueles, onde ouvíamos as palavras “Regime militar, Ditadura, Guerrilha, Subversivos, Comunistas etc”, nenhum de nós sabiamos do que se tratava, porque era hora de sentir, de viver, de brincar, era hora de ser feliz.
Olhando para alguns desses brinquedos que fizeram parte das nossas vidas, voltaremos no “Túnel do Tempo”. Olhem para essa boneca “amiguinha” ou a “Susi”, quem de nós não desejou ter uma dessas duas bonecas ou as duas.
Os tempos eram difíceis e no Natal, ficávamos esperando “Papai Noel” para ter a esperança de ganhar uma bicicleta nova ou quem sabe um brinquedo dos sonhos. O dinheiro era tão escasso que alguns de nós ganhávamos uma boneca de pano chamada de “Bruxa”, isso é uma ironia, esperar uma amiguinha e chegar uma bruxa, ou um boneco de plástico nas cores azul ou vermelho com sua mamadeira. É isso aí, a vida continua.
A Televisão era um veículo restrito a uma pequena camada da população. Quando sabíamos que alguém tinha um TV em casa, ficávamos nas janelas e portas tentando assistir aos filmes, até que alguém da casa decidisse fechar a janela na nossa cara. E agente chorava, resmungava, mas continuávamos vivendo e éramos felizes. Assistir TV era uma diversão que mexia com a imaginação. Filmes que podemos citar: “Bat Masterson”, “Bonanza”, “Lassi”, Rin-Tin-Tin”, “O Túnel do Tempo”,“Meu pé de Laranja Lima”,“Perdidos no espaço”, “Zorro”, Durango Kid”, “Nacional Kid”, “O Homem de seis milhões de dólares”, “A Mulher Biônica”, “Vila Sésamo” , “A família Waton” etc....
Ficaríamos aqui contando as coisas maravilhosas pelas quais passamos, mas como o tempo é cruel, tenho que apressar para poder dizer que tínhamos tempo para tudo além de tudo isso que falei, vamos relembrar as nossas brincadeiras de roda, carimba, sete pecados, bandeirinha, bola, bambolê, bafo de figurinhas, o baralho apostado, o dominó, o guisado no fundo do quintal, pic-nic, brincar de médico, ganhar uma fofolete era o máximo e ter a coleção era demais, e os nossos amigos que brincavam conosco, depois de um desentendimento ficávamos mal. No dia seguinte já estávamos prontos para jogar, brincar, o mal entendido já não existia mais, e éramos novamente amigos.
Neste momento convido a todos que faça uma regressão ao passado, busque aquela criança que está escondida dentro de você, sorria para vida, procure aqueles amigos da sua infância, converse com eles, veja o que eles têm a dizer. E ao mesmo tempo, peço a todos que estão aqui para observar esse momento, como é maravilhoso estarmos juntos trabalhando, compartilhando esse momento histórico de nossas vidas. Vamos olhar para os nossos amigos com se fosse a primeira vez. Vamos construir uma verdadeira amizade, como aquela da nossa infância e relevar os nossos desentendimentos afinal eles fazem parte de nossas vidas.
Que tal brincarmos agora, as férias estão batendo as nossas porta. Brinquem!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

projeto:"Conhecendo o Ceará"

SÉRIE: 7º ANO

DISCIPLINA: HISTÓRIA

TEMA: CONHECENDO O CEARÁ

DURAÇÃO DAS AULAS: 06 AULAS.

O QUE O ALUNO PODERÁ APRENDER COM ESTA AULA?

Proporcionar o conhecimento e a valorização das cidades do Ceará através de suas peculiaridades, oportunizando os alunos a trabalharem com as tecnologias.

CONHECIMENTOS PRÉVIOS TRABALHADOS PELO PROFESSOR COM O ALUNO:

Expor um vídeo sobre a cidade de Fortaleza, sua economia, politica, pontos turísticos, forma de viver, os bairros etc.

Questionamentos sobre o vídeo exposto.

ESTRATÉGIAS E RECURSOS DA AULA:

Pesquisas no LEI sobre as cidades escolhidas e divididas pela turma;

Elaboração de Power Point;

Utilização de CD e DVD, caixa de Som, Som, TV, Data Show etc.

RECURSOS COMPLEMENTARES:

Cartazes, exposição de materiais e objetos das cidades pesquisadas, quadro branco, pincel, apagador, etc.

AVALIAÇÃO:

Avaliar os alunos na forma interativa de produção e apresentação da discussão estipulada pelo professor.

O Professor levará os alunos a conhecerem melhor onde moram. E se quiser pode dividir as cidades em várias turmas e fazer uma exposição geral, assim um maior número de pessoas poderão ter acesso ao conhecimento. Podendo enriquecer com peças e apresentações. OK! Vamos em frente!

domingo, 22 de maio de 2011

CURIOSIDADES DOS DEUSES

1. Herói de Tirinto que cortou a cabeça da Medusa - Perseu.
2. Herói dório autor dos "doze trabalhos" - Hércules.
3. Deusa do amor e da beleza - Afrodite.
4. Deus da luz e da poesia - Apolo.
5. Soberano dos deuses e do homem - Zeus.
6. Chefiou a expedição dos Argonautas - Jasão.
7. Herói ateniense que matou o Minotauro - Teseu.
8. Herói tebano que matou o pai e casou-se com a própria mãe - Édipo
9. Deus do mar - Posêidon.
10. Deus do mundo inferior - Hades.

TESTANDO OS CONHECIMENTOS

1. Aristóteles, o grande mestre grego, tinha predileção por uma carne. Qual era?
a) camelo b) peru c) fígado de cavalo d) porco
2. O grande dramaturgo Ésquilo supostamente morreu quando uma águia derrubou algo sobre sua cabeça. O que foi?
a) uma tartaruga b) uma lebre c) uma pedra d) um vaso
3.Os jovens espartanos experimentavam seu treinamento militar fazendo o que pela cidade?
a) tornando-se policiais secretos que assassinavam os bagunceiros.
b) concertando estradas e mantendo as ruas limpas.
c) tornando-se servos nas casas dos velhos e cozinhando para eles.
4. Uma planta sagrada era espalhada sobre túmulos. Hoje porém, não a consideramos mais sagrada. Qual é?
a) salsinha b) repolho c) alho d) couve

terça-feira, 17 de maio de 2011

"A humanização do homem, que é a sua libertação permanente, não se opera no interior da sua consciência, mas na História que eles devem fazer e desfazer constantemente."Paulo Freire
Que sabedoria! Humanizar na sua definição: tornar humano. Essa pequena palavra já diz tudo, nós é que não percebemos que aos poucos vamos nos libertando do instinto animalesco. Nossas ações e nossos atos é que precisam ser analisados com mais frequência. É o fazer e o desfazer diário das nossas vidas.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O TRABALHO DO HISTORIADOR

Semelhante ao trabalho de um detective, o historiador precisa de "provas" que responda suas perguntas. Ao investigar um caso, o detetive usa vestígios deixados pelos envolvidos, como um fio de cabelo, um copo, um pedaço de papel etc., o historiador age da mesma forma: utiliza todos os vestígios ou "pistas' disponíveis para construir um conhecimento sobre a História.

O historiador é um profissional cujo trabalho consiste em escrever narrativas sobre o passado e o presente com base em fontes históricas. Essas fontes podem ser: escritas (livros, cartas, jornais, etc.); visuais (vídeos, fotografias, etc.); orais (cantigas, lendas, entrevistas,etc.) e da cultura material (brinquedos, móveis, vestimentas, etc). O historiador é um investigador ele se interessa por todos os aspectos da vida humana: a maneira de viver, de se relacionarem entre si, pensamentos e valores, regimes de governos, formas de trabalho, obras artísticas e culturais, manifestações religiosas, a vida cotidiana. Qualquer assunto pode servir de tema para um pesquisador. Seja qual for o seu trabalho ele deve responder a três perguntas Quando? Onde? e Por quê? Você vai se apaixonar! Comece nas suas aulas de História, depois passe para as outras disciplinas, você verá que tudo tem a sua História. Pesquise.

domingo, 8 de agosto de 2010

A GUERRA DE CANUDOS

A história de Antônio Conselheiro e de seus seguidores inscreve-se no conjunto de movimentos liderados por beatos ou pessoas tidas como santas, que denominamos messiânicos (crença na vinda de um messias que iria restabelecer a justiça) ou milenarista (crença na chegada de um período de paz que duraria um ano - um milenio - , quando Cristo reinaria na terra).
No contexto histórico e social percebe-se que essas crenças era uma resposta a um mundo material em que era quase impossível viver, tal o grau de carência das pessoas que se encontravam praticamente abandonadas pelo poder público.
Século XIX - Antonio Vicente Mendes Maciel - conhecido como Antonio Conselheiro - começou sua pregação religiosa no sertão do Nordeste. Seu prestígio e o grande número de seguidores ameaçaram a Igreja católica, que exigiu das autoridades o fim das pregações. O Clero, então , tornou-se o primeiro grande inimigo do beato.
Por não concordar com algumas determinações do regime republicano (a instituição do casamento civil e a liberdade de culto para outras religiões), Conselheiro passou a incentivar o não-pagamento dos impostos federais e acabou conquistando um segundo inimigo poderoso: o governo republicano.
O Arraial tornou-se um forte atrativo da região, Conselheiro se comportava como um "profeta" e fazia suas pregações aos mais humildes, promessas de melhoria de vida e justiça sem a explorãção sofrida nos latifúndios. Conseguiu reunir centenas e até milhares de seguidores, principalmente entre famílias que abandonavam seus empregos e se refugiavam em Canudos.
O terceiro inimigo seria a Aristocracia rural.